SP: professora que sugeriu 'cintada' e 'varada' em aluno é afastada
27 de junho de 2012 • 09h52
• atualizado às 10h1

Foto: Reprodução
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Os pais dizem que reclamaram junto à direção da escola, mas como não tiveram nenhuma resposta até que o caso fosse divulgado pela imprensa. O bilhete diz: "Quer conversar com o seu filho? Se a conversa não resolver acho que umas cintadas vai resolver. Esqueça tudo o que esses psicólogos fajutos dizem e parta para as varadas".
Segundo a direção da escola, o bilhete não passou pela orientadora educacional e que, portanto, desconhecia a sua existência. A direção informou que não teria competência para aplicar qualquer sanção administrativa contra a educadora como também não poderia comentar sobre a questão o que competiria somente a Secretaria de Educação. A professora não compareceu a escola e seus colegas não repassaram seu endereço ou telefone para contato.
"É um absurdo achar que um bilhete desse foi escrito por uma professora", disse o pai do aluno, o comerciante André Luiz Ferreira Lima. De acordo com ele, o seu filho tem enfrentado problemas de aprendizado já que apresenta déficit de atenção. Há mais de um ano a família procurou a ajuda de psicólogo e psiquiatra para sanar o problema.
Para o pai, a divulgação dentro de sala de aula do fato que o menino estava passando por esse tratamento médico provocou um tipo de 'gozação' partindo da própria professora. "Ele (o menino) até queria ser transferido de escola, mas sabemos que essa é uma das melhores da cidade", comentou o pai. "Mas uma profissional escrever para a gente esquecer os psicólogos e partir para a agressão nos deixou indignados". Ele disse que vai aguardar a apuração dos fatos e espera que o filho deixe de ser humilhado.